IEAD de Roo,MT

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

1- Quem fez o mundo? Gn 1.1-25




No começo Deus criou os céus e a terra. A terra era um vazio, sem nenhum ser vivente, e estava coberta por um mar profundo. A escuridão cobria o mar, e o Espírito de Deus se movia por cima da água. Então Deus disse: —Que haja luz! E a luz começou a existir. Deus viu que a luz era boa e a separou da escuridão. Deus pôs na luz o nome de “dia” e na escuridão pôs o nome de “noite”. A noite passou, e veio a manhã. Esse foi o primeiro dia. Então Deus disse: —Que haja no meio da água uma divisão para separá-la em duas partes! E assim aconteceu. Deus fez uma divisão que separou a água em duas partes: uma parte ficou do lado de baixo da divisão, e a outra parte ficou do lado de cima. Nessa divisão Deus pôs o nome de “céu”. A noite passou, e veio a manhã. Esse foi o segundo dia. Aí Deus disse: —Que a água que está debaixo do céu se ajunte num só lugar a fim de que apareça a terra seca! E assim aconteceu. Deus pôs na parte seca o nome de “terra” e nas águas que se haviam ajuntado ele pôs o nome de “mares”. E Deus viu que o que havia feito era bom. Em seguida ele disse: —Que a terra produza todo tipo de vegetais, isto é, plantas que dêem sementes e árvores que dêem frutas! E assim aconteceu. A terra produziu todo tipo de vegetais: plantas que dão sementes e árvores que dão frutas. E Deus viu que o que havia feito era bom. A noite passou, e veio a manhã. Esse foi o terceiro dia. Então Deus disse: —Que haja luzes no céu para separarem o dia da noite e para marcarem os dias, os anos e as estações! Essas luzes brilharão no céu para iluminar a terra. E assim aconteceu. Deus fez as duas grandes luzes: a maior para governar o dia e a menor para governar a noite. E fez também as estrelas. Deus pôs essas luzes no céu para iluminarem a terra, para governarem o dia e a noite e para separarem a luz da escuridão. E Deus viu que o que havia feito era bom. A noite passou, e veio a manhã. Esse foi o quarto dia. Depois Deus disse: —Que as águas fiquem cheias de todo tipo de seres vivos, e que na terra haja aves que voem no ar! Assim Deus criou os grandes monstros do mar, e todas as espécies de seres vivos que em grande quantidade se movem nas águas, e criou também todas as espécies de aves. E Deus viu que o que havia feito era bom. Ele abençoou os seres vivos do mar e disse: —Aumentem muito em número e encham as águas dos mares! E que as aves se multipliquem na terra! A noite passou, e veio a manhã. Esse foi o quinto dia. Então Deus disse: —Que a terra produza todo tipo de animais: domésticos, selvagens e os que se arrastam pelo chão, cada um de acordo com a sua espécie! E assim aconteceu. Deus fez os animais, cada um de acordo com a sua espécie: os animais domésticos, os selvagens e os que se arrastam pelo chão. E Deus viu que o que havia feito era bom.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Lição 08 - Exortação à Santificação

Lição 08 - Exortação à Santificação: "

SUBSÍDIO ESCRITO PELA EQUIPE DE EDUCAÇÃO DA CPAD


Leitura Bíblica em Classe
2 Coríntios 6.14-18; 7.1,8-10


Introdução

I. Paulo apela à reconciliação e comunhão (6.11-13)

II. Paulo exorta os coríntios a uma vida santificada (6.14-7.1)

III. Paulo regozija-se com as notícias da igreja de corinto (7.2-16)

Conclusão

Palavra-chave: santificação

I. Paulo apela à reconciliação e comunhão (6.11-13)

• “Paulo fez anteriormente um apelo aos coríntios para que respondessem à graça de Deus (2 Co 6.1). Agora ele faz uma comovente súplica para que eles respondam ao amor e afeto por eles. Sua boca continuava falando com eles, querendo que ouvissem. Seu coração estava ‘dilatado’ e permanecia assim (como indica o original grego). A palavra ‘coração’ era usada para expressar tanto pensamento quanto sentimento. Seu amor era o de um bom subpastor que leva o amor de Cristo ao rebanho.

Alguns coríntios podem ter sentido que Paulo não os amava. A verdade era que alguns estavam retendo o amor que sentiam por Paulo e seus companheiros. Como pai espiritual que os levara ao Senhor e a um novo nascimento pelo Espírito, ele apela que merece ‘uma recompensa [troca justa]’ dos seus ‘filhos’. Ele quer que eles dilatem os corações como ele o fez. E como qualquer bom pastor, ele quer sentir o afeto deles” (HORTON, Stanley M. I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e Suas Soluções. Rio de Janeiro, CPAD, pp. 216,217).

II. Paulo exorta os coríntios a uma vida santificada (6.14-7.1)

Professor, pergunte aos alunos: “O que significa santificação?” Ouça com atenção as resposta. Depois escreva no quadro-de-giz a palavra santificar. Explique que “a palavra santificar, nas Escrituras, significa basicamente ‘separar ou colocar de lado’.A palavra santificado tem a mesma significância de santo. Portanto, a santificação progressiva (tornar-se mais santo) e o crescimento espiritual são essencialmente o mesmo processo”.

Através da fé em Cristo, uma pessoa é nascida na família de Deus e se torna seu filho espiritual. Deus planejou que seus filhos espirituais cresçam em direção à maturidade espiritual e isto exige que eles pratiquem princípios bíblicos de crescimento espiritual e recebam o alimento espiritual de outros cristãos. O crescimento espiritual do cristão é chamado de ‘santificação progressiva’. Somos dramaticamente transformados por nosso nascimento espiritual (2 Co 5.17), mas Deus continua a nos transformar através da santificação (HOLLOMAN, Henry. O Poder da Santificação. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, p. 1,2).


Os três tipos de santificação

Santificação Posicional

Santificação Progressiva

Santificação Perfectiva

Evento passado nascimento espiritual

Processo presente crescimento espiritual

Evento futuro
perfeição espiritual

Salvação da pena do pecado

Salvação do poder do pecado

Salvação da presença do pecado

“Eu fui salvo” (Ef 2.8,9)

“Eu estou sendo salvo”
(Tg 1.21)

“Eu serei salvo” (1 Ts 5.9)

Consagração do corpo
(1 Co 6.19,20)

Deterioração do corpo

(2 Co 4.16)

Redenção do corpo

(Rm 8.23)

Início da redenção da alma

Continuação da redenção da alma

Conclusão da redenção da alma

Justificação e regeneração

Santificação

Glorificação

Extraído de O Poder da Santificação, CPAD, pp. 6,7.

III. Paulo regozija-se com as notícias da igreja de corinto (7.2-16)

• “O relatório trazido por Tito era animador. Mais que isso, Paulo alegrou-se ao ver a felicidade de Tito. Os crentes coríntios deram as boas-vindas a Tito, recebendo-o com temor e tremor. Pela maneira como reagiram e obedeceram os coríntios recrearam o espírito de Tito. Paulo tinha lhe assegurado que eles reagiriam assim. O que Paulo disse na carta dolorosa era verdade. Mas as coisas boas que disse sobre eles e a resposta obediente que esperava também comprovaram as verdadeiras. Isto levou Tito a lembrar-se deles com profundo afeto. Se eles não tivessem dado as boas-vindas a Tito, Paulo teria ficado desconcertado, envergonhado de se gloriar em algo que ele esperava que acontecesse. Mas ele não esperava ficar envergonhado, pois sabia que eles criam na Palavra de Deus. Ele sabia que estavam cheios com o Espírito Santo. Eles estavam em Cristo e Cristo estava neles. Visto que se provaram pela obediência e pela coragem em corrigir os erros tratados na carta dolorosa, ele se regozijava de poder depositar confiança absoluta neles” (HORTON, Stanley M. I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e Suas Soluções. Rio de Janeiro, CPAD, pp. 216,217).

Extraído de:
HORTON, Stanley M.
I & II Coríntios. 1 ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2003, p. 203.

HOLLOMAN, Henry. O Poder da Santificação. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD.

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro, CPAD.

Comentário Bíblico Beacon. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD.

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UAADEG, o Senhor lutará por nós!

UAADEG, o Senhor lutará por nós!: "

O Senhor lutará por vocês

ÊXODO 14.10-20

Quando os israelitas viram o rei e o seu exército marchando contra eles, ficaram apavorados e gritaram pedindo a ajuda de Deus, o SENHOR. E disseram a Moisés: - Será que não havia sepulturas no Egito? Por que você nos trouxe para morrermos aqui no deserto? Veja só o que você fez, nos tirando do Egito! O que foi que lhe dissemos no Egito? Pedimos que nos deixasse em paz, trabalhando como escravos para os egípcios. Pois é melhor ser escravo dos egípcios do que morrer aqui no deserto! Porém Moisés respondeu: - Não tenham medo. Fiquem firmes e vocês verão que o SENHOR vai salvá-los hoje. Nunca mais vocês vão ver esses egípcios. Vocês não terão de fazer nada: o SENHOR lutará por vocês. O SENHOR disse a Moisés: - Por que você está me pedindo ajuda? Diga ao povo que marche. Levante o bastão e o estenda sobre o mar. A água se dividirá, e os israelitas poderão passar em terra seca, pelo meio do mar. Eu farei com que os egípcios fiquem ainda mais teimosos, e eles entrarão no mar atrás dos israelitas. E eu ficarei famoso quando derrotar o rei do Egito, todo o seu exército, os seus carros de guerra e os seus cavaleiros. Quando eu derrotar os egípcios, eles saberão que eu sou Deus, o SENHOR. Então o Anjo de Deus, que ia na frente dos israelitas, mudou de lugar e passou para trás. Também a coluna de nuvem saiu da frente deles e foi para trás, ficando entre os egípcios e os israelitas. A nuvem era escura para os egípcios, porém iluminava o povo de Israel. Assim, durante a noite inteira, o exército egípcio não conseguiu chegar perto dos israelitas.

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sábado, 13 de fevereiro de 2010

vinte 10! !Rádio Shalom Fm >> 2010 Ou

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Algumas Fotos do niver



Niver da Sara



                                      Parabéns Sarinha pelo seu primeiro aninho !
                             Que Deus te Abençoe.

Igreja Assembléia de Deus


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Efésios: A Epístola das Regiões Celestes

Efésios: A Epístola das Regiões Celestes: "


A epístola de Paulo aos Efésios destaca-se pelo conteúdo teológico e a relação do vocabulário com a teologia das epístolas da prisão. Todavia, o fato de as palavras “em Éfeso” [ἐν Ἐφέσῳ] não aparecer nos manuscritos mais importantes (METZGER: 2006, p.528), mas ser uma inserção posterior, sugere o caráter universal dessa grandiosa epístola. Neste breve comentário, não discutiremos todos os termos teológicos, especialmente os do capítulo 1, no entanto, faremos uma incursão noutros sememas que surpreendem pelo valor e aspecto litúrgico e teológico e, principalmente, pela quantidade de vezes que o vocábulo se repete.

Graça

Paulo usa o termo doze vezes na epístola. A base para o entendimento do uso significativo do termo “charis” [χάρις], ou graça, pode ser encontrado no discurso de Paulo aos anciãos da igreja de Éfeso em Atos 17-38. Ele chama a sua mensagem de “o evangelho da graça de Deus” (v.24). O termo designa “o favor imerecido de Deus”. A saudação comum aos gregos era “charein” (At 15.23; 23.26; Tg 1.1), que designava “alegria”, mas Paulo usa o correlato “charis” para referir-se ao plano salvífico projetado por Deus e levado a cabo por Cristo, como também o desejo de que seus leitores sejam abençoados e tenham paz advinda desta graça. Cada texto, de acordo com seu contexto, sugere um uso distinto e ao mesmo tempo participativo do significado comum do termo graça. Os textos a seguir deveriam ser estudados carinhosamente pelo estudante perspicaz das Escrituras, para melhor compreensão do termo em sua diversidade contextual:

“a vós graça e paz” 1.2;

“para louvor e glória da sua graça” 1.6;

“segundo as riquezas de sua graça” 1.7;

“com Cristo, (pela graça sois salvos)” 2.5;

“abundantes riquezas da sua graça” 2.7;

“pela graça sois salvos” 2.8;

“dispensação da graça de Deus” 3.2;

“pelo dom da graça de Deus” 3.7;

“foi dada esta graça” 3.8;

“Mas a graça foi dada a cada um de nós” 4.7;

“para que dê graça aos que a ouvem” 4.29;

“a graça seja com todos os que amam” 6.24.

Andar

Paulo usa o termo oito vezes na epístola. O sentido do termo é tanto ético quanto doutrinal. Paulo refere-se ao uso figurado, que expressa a natureza geral da vida espiritual. O uso metafórico já foi usado por Paulo em outras epístolas: Romanos 4.12; 6.4, Gálatas 5.16,25; 6.16, enfim, é um termo comum nas epístolas paulinas. Assim o indivíduo “anda em Espírito”, “em amor” ou como “filho da luz”. Os termos sempre aludem ao comportamento ou modus vivendi. Vejamos o uso do termo pelo apóstolo:

“quais Deus preparou para que andássemos nelas” 2.10;

“que noutro tempo andastes, segundo o curso deste mundo” 2.2;

“antes, andávamos nos desejos da nossa carne” 2.3;

“que andeis como é digno da vocação” 4.1;

“andai em amor..” 5.2;

“vede prudentemente como andais” 5.15;

“sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” 5.8;

“para que não andeis mais como andam os outros gentios” 4.17.

Mistério

Paulo emprega o termo seis vezes na epístola. Para compreensão adequada deste termo, é necessário uma comparação formal com a epístola aos Colossenses, que também emprega o vocábulo várias vezes (1.26,27; 2.2; 4.3). A palavra também pode ser encontrada em Romanos (duas vezes), 1 Coríntios (seis vezes), 1 Timóteo (duas vezes) e 2 Timóteo (duas vezes). O uso do termo grego mystērion (μυστήριον) nestas epístolas, possui particular afinidade com o contexto já encontrado em Efésios e Colossenses. Especificamente em Colossenses, mistério é especificado pelo genitivo “mistério de Deus” (2.2) e “mistério de Cristo” (4.3). Nos outros dois casos (1.26,27), o contexto define o mistério em relação a Deus e a Cristo: “Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória”. Em 2.2, este mistério é o próprio Cristo: “para conhecimento do mistério de Deus – Cristo”.

Esse conjunto de características encontra-se também nos textos de Efésios. Em três casos o mystērion é determinado por um genitivo que o põe em relação com a iniciativa gratuita e eficaz de Deus, a sua “vontade” (1.9), com Cristo (3.4) ou com o evangelho (6.19). Em dois casos o termo é usado de forma absoluta, “o mistério” (3.3,9), mas o contexto permite referi-lo, sem dúvida, a Deus ou a Cristo. Exclui-se dessa perspectiva o caso de 5.32, onde designa uma interpretação “profética” de um texto bíblico, precisamente de Gênesis 2.24, relido à luz da ligação salvífica entre Cristo e a Igreja. Vejamos os textos relativos ao termo na epístola:

“descobrindo-nos o mistério da sua vontade” 1.9;

“ este mistério manifestado pela revelação” 3.3;

“compreensão do mistério de Cristo” 3.4;

“dispensação do mistério que... esteve oculto em Deus” 3.9;

“ Grande é este mistério” 5.32;

“fazer notório o mistério do evangelho” 6.19.

Não somos escusados de frisar que Paulo nos dá a chave sobre o seu entendimento do “mistério”: “Como me foi este mistério manifestado pela revelação, como acima, em pouco, vos escrevi” (3.3). Mistério, para Paulo, não é nada oculto ou enigmático, mas antes algo “revelado” no tempo da graça. Ele chama os seguintes temas dos decretos divinos como um mistério revelado:

a) - As bênçãos espirituais em Cristo nas regiões celestes (1.3);

b) - A eleição em Cristo (1.4);

c) - A predestinação (1.5);

d) - A adoção (1.5);

e) - A redenção pelo sangue (1.7);

f) - Congregar em Cristo todas as coisas (1.10);

g) - O selo do Espírito (1.13);

h) - O poder de Deus no crente (1.19);

i) - Cristo acima de todo principado (1.21);

j) - Cristo, o cabeça da Igreja (1.22);

k) - A Igreja, corpo de Cristo (1.23).

Uma análise minuciosa revelaria muitos outros temas dos quais Paulo considera ser um mistério que foi revelado. Contudo, cremos que estes servem como exemplos.

Corpo

Paulo usa o termo nove vezes. As figuras de 1.22,23, “cabeça e corpo” e a menção de “plenitude” evocam um ambiente cultural e religioso que está na fronteira entre a matriz bíblica judaica e a estóico-helenista, que depois desemboca nas especulações gnósticas (plenitude). Rinaldo Fabris, afirma que:

  • “em conexão com o ambiente bíblico, a imagem da “cabeça” sugere a noção de domínio e soberania; o ambiente helenista estóico leva-nos a ver aí o tema do influxo vital e unificador. Também a imagem do corpo – já presente nas grandes cartas de Paulo (cf.Rm 12.4-5; 1Co 10.17; 12.12-27) – adquire uma nova acepção em referência à Igreja, entendida em sentido universal como a totalidade dos fiéis em Cristo. Além disso, em nosso texto a associação das duas imagens (cabeça-corpo) sublinha não só o senhorio de Cristo sobre a Igreja, mas também a dependência desta em relação a Ele e vice-versa”.

Não obstante a ênfase do corpo de 2.16, não recai especificamente sobre o significado do corpo em 1.23, mas a noção de existir um organismo vivo ao qual membros tão diversos pertencem (4.4; 1 Co 10.17; 12.13; Cl 3.15). O texto de 3.6 comunga com o significado de 2.16, com uma sutil distinção. A expressão “são membros do mesmo corpo”, tem no texto grego o uso de apenas um termo, isto é, “sussoma”, desconhecido na literatura que antecedeu o apóstolo e provavelmente tenha sido um vocábulo criado pelo próprio para expressar a verdade de que os gentios são incorporados com os judeus no Corpo único de Cristo. Uma análise de cada texto revelaria muitas minudências sobre o mesmo, mas a exigüidade do espaço nesta obra comprime a exposição de cada um deles. Cabe ao leitor atento, no entanto, auferir cuidadoso estudo sobre cada um destes textos:

“Que é o seu corpo, a plenitude” 1.23.

“ambos com Deus em um corpo” 2.16.

“e de um mesmo corpo, e participantes da promessa” 3.6.

“um só corpo e um só Espírito” 4.4.

“edificação do corpo de Cristo” 4.12.

“do qual todo corpo, bem ajustado e ligado” 4.16.

“faz o aumento do corpo, para sua edificação” 4.16.

“sendo ele próprio o salvador do corpo” 5.23.

“porque somos membros do seu corpo” 5.30.

Espírito Santo

Paulo faz doze referências ao Espírito Santo na epístola. Na revelação manifestada a Paulo, o Espírito Santo foi concedido à igreja como um “penhor”, “garantia” ou “selo” da redenção. Naqueles dias o selo era um símbolo de autoridade ou posse sobre alguma coisa. Quando uma mercadoria chegava ao porto, só a retirava quem possuísse o sinete cujo símbolo ou iniciais estava representado na própria mercadoria. Assim, somente aquele que fosse o proprietário legal retirava a mercadoria do cais. O selo também designava a inviolabilidade ou integridade de qualquer mercadoria. Esta imagem empregada por Paulo assegura que o Espírito Santo é o selo, ou seja, a garantia de que pertencemos a Cristo, além de atestar a nossa segurança e inviolabilidade. Quando nosso adversário se aproxima de nós e vê o selo do Espírito, logo volta, pois não pode tocar nos eleitos de Cristo (cf. 2 Co 1.21,22). O Espírito Santo, na vida do crente é o selo, a garantia de que o crente pertence a Deus, como uma propriedade pertence ao seu dono. Por isso Ele é o penhor . Este vocábulo os gregos herdaram dos mercadores fenícios; era um pagamento parcial que firmava o contrato e garantia o restante do pagamento. Assim, a experiência do crente com o Espírito Santo é a antecipação e uma garantia daquilo que será seu quando entrar na plena herança legada por Deus. Você pode glorificar a Deus por isso? O Espírito também é o veículo que, estando presente no organismo vivo, que é a igreja, conduz o crente numa relação correta a Deus através de Cristo (2.18). O leitor consciencioso deve conferir cada uma das referências a seguir:

“selados com o Espírito Santo” 1.13.

“temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito” 2.18.

“para morada de Deus no Espírito” 2.22.

“tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos” 3.5.

“com poder pelo seu Espírito no homem interior” 3.16.

“a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” 4.3.

“ há um só corpo e um só Espírito” 4.4.

“E não entristeçais o Espírito Santo de Deus” 4.30.

“porque o fruto do Espírito está em toda bondade” 5.9.

“mas enchei-vos do Espírito” 5.18.

“tomai... a espada do Espírito” 6.17.

“toda...e súplica no Espírito” 6.18.

Celestiais

Paulo usa cinco vezes o termo “regiões celestiais”. Esse é um tema novo na própria epístola e na abordagem paulina sobre as realidades espirituais. O termo grego traduzido por “lugares ou regiões celestiais” é “hepouranios” e, de acordo com o contexto, pode significar desde a habitação de Deus (1.3,20), o local onde espiritualmente o crente está com Cristo (2.6), ou até mesmo a região habitada por diversos seres espirituais (3.10), variando ao local de habitação de seres espirituais da maldade (6.12). As ocorrências do termo na epístola são as seguintes:

“lugares celestiais em Cristo” 1.3.

“pondo-o à sua direita nos lugares celestiais” 1.20.

“e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus” 2.6.

“conhecida dos principados e potestades nos lugares celestiais” 3.10.

“contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” 6.12.

Teologia com Graça: Teologando com você!!!
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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Mensagem

MAS OS QUE ESPERAM NO SENHOR RENOVARÃO AS SUAS
FORÇAS E SUBIRÃO COM ASAS COMO ÁGUIA; CORRERÃO
E Ñ SE CANSARÃO;CAMINHARÃO E Ñ SE FATIGARÃO."
(Is.40:31)

Esperar no SENHOR é confiar nossa vida plenamente às
suas mãos. Significa depender dEle como nossa fonte
de ajuda e de graça em tempo de necessidade.
Como é bom termos um DEUS tão maravilhoso que
nos ama de uma maneira tão especial q nunca nos
deixa só. Nele realmente podemos esperar e confiar
pois ELE é fiel.

♥JESUS TE AMA!♥

Obrigada por sua amizade"
òtimo final de semana!
fica na paz do Senhor.
referente a: Google (ver no Google Sidewiki)

Google


  1. Cadê a cidadania Dos nossos educadores Dos alunos, dos políticos Poetas, trabalhadores? Seremos sempre enganados e vamos ficar calados
  2. Isso é um desserviço Mal exemplo à juventude Que precisa de esperança Educação e atitude
  3. O que vocês tão querendo É injetar o banal Deseducando o Brasil com lavagem cerebral
  4. Não se vê força poética Nem projeto educativo. Um mar de vulgaridade Já tornou-se imperativo. sem nenhum objetivo
  5. A moral e a inteligência Não são mais valorizadas. sem criterio e sem ética Os “heróis” protagonizam Um mundo de palhaçadas
  6. o Mundo Que tudo ali ocorre Parece um zoológico humano Onde impera a esperteza A malandragem, a baixeza: Um cenário sub-humano
  7. Enquanto a sociedade Neste momento atual Se preocupa com a crise Econômica e social Você precisa entender Que queremos aprender Algo sério
  8. Nosso povo brasileiro Que acorda de madrugada E trabalha o dia inteiro Dar muito duro, anda rouco Paga impostos, ganha pouco: Povo HERÓI
  9. Um país como Brasil Carente de educação Precisa de gente grande Para dar boa lição
  10. Chega de esculhambação Respeite o trabalhador Dessa sofrida Nação Deixe de chamar de heróis Essas girls e esses boys Que têm cara de bundão
  11. Em frente à televisão Lá está toda a família Longe da realidade Onde a bobagem fervilha Não sabendo essa gente Desprovida e inocente
  12. Chega de vulgaridade E apelo sexual. Não somos só futebol, baixaria e carnaval. Queremos Educação E também evolução No mundo espiritual

Google

Entradas sobre a página inteira:
Proprietário da página Paulo de Oliveira Matos - 06/02/2010
do Comércio, SAUNA MATTOS
A Verdadeira prosperidade é ter a salvação de Deus em Cristo Jesus.

O melhor maneira de se evitar a depressão é encher se do Espírito Santo, e ocupar a mente com pensamentos fundamentados na palavra de Deus

Para termos o Senhor como o nosso Pastor, precisamos viver como a suas ovelhas,desfrutando dos seus cuidados e de sua graça nossa vida.. Bíblia

O verdadeiro cidadão dos céus é uma pessoa íntegra em sua vida espiritual,social, moral e pessoal.... Bíblia

O Todo-poderoso suplantará as nações com a implantação do seu domínio eterno por meio do Senhor Jesus..Biblia

Através dos salmos, o crente fiel aproxima-se Deus louvando e glorificando-lhe o santos nome, e adentrando ao trono da graça.Biblia

Em Belém nasceu a fonte da agua viva jesus Cristo e se transformou em um grande rio o evangelho para banhar as nações com a salvação de Deus

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Ninivitas em toda parte

Ninivitas em toda parte: "

Ismael Narcizo


'E veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo': (Jn 1:1).

Deus tem uma importante palavra para nós. Trata-se de um trabalho urgente que se encaixa no perfil de nossa habilidade e possibilidade. Ele quer que preguemos o Evangelho de Jesus, sua salvação, e volta à essa terra. Como nos tempos do profeta Jonas, o mundo encontra-se em pecado, na rota de colisão com o fogo do inferno. O mundo precisa saber do risco que corre, antes que seja tarde demais. Para cumprir essa missão, Deus nos alista e capacita, como fez com Jonas, mesmo que seja no ventre de um peixe.

Jonas foi chamado por Deus para pregar sua palavra na grande cidade de Nínive. Uma cidade maliciosa, pecadora, com baixíssimo nível moral. Deus queria salvá-la. Jonas deveria obedecer imediatamente. Mas ele simplesmente se negou. Fugiu. Escondeu-se num navio. Se os ninivitas dependessem da voluntária pregação de Jonas, estariam em lençóis e cobertores de fogo. Sua omissão soava como: sinto muito Deus, isso não me convêm fazer.

Jonas não entendeu o chamado misericordioso de Deus. Estava submerso em si mesmo. Tomado de ira e sede de vingança, não quis “nem saber”. Foi dormir no porão, e por incrível que pareça ele conseguiu dormir profundamente. Foi quando o despertaram em meio a uma tempestade, preste a despedaçar o navio. Lançaram sorte, e descobriram o sortudo azarado. Jonas era o culpado pela tormenta. Foi lançado no mar e engolido por um peixe. Foi fazer uma viagem ao fundo do mar.

Essa viagem durou, três dias, e três noites. Em águas profundas. Com fome, sede e muito medo. Sem saber o que viria, gritou pelo socorro de Deus. Então Jonas, do ventre do peixe orou ao Senhor, seu Deus e disse: Na minha angustia clamei ao Senhor e Ele me respondeu. Gritei do ventre do abismo. (Jn 2:1,2). Falou pois o Senhor, ao peixe, e estes vomitou a Jonas na terra (10). Fim da viagem. Agora sim, estava obediente, e fez o que devia ter feito: pregar a palavra do Senhor. Toda aquela grande cidade arrependeu-se e converteu-se a Deus.

Hoje, mais do que naquela época, há ninivitas em toda a parte. O Chamado de Deus continua o mesmo. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações... (Mt 28:19). Mas infelizmente no agitado mar da vida, há muitos dormentes, nos porões da indiferença. Construindo e comprando materiais, altamente inflamáveis ao fogo do juízo divino. Essa tarefa é minha e sua. Não diga que não pode. Não sabe. Não diga que é novo ou velho demais. Diga sim, ao Senhor. Ele nos faz hábeis, aptos e ungidos para tal. A misericórdia de Deus continua a mesma para com os que ainda chamam o direito de esquerdo, e o esquerdo de direito. E veio a palavra do Senhor outra vez... Vai à cidade de... e prega (Jn 3:1,2).

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Fonte: Devocional de autoria do Pastor Ismael Narcizo divulgado no PC@maral.
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Judas um homem avarento - "Série Homens e Mulheres da Bíblia"

Judas um homem avarento - "Série Homens e Mulheres da Bíblia": "

Genilson Soares da Silva


“Isto disse ele, não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava”. (Jo 12:6)

Introdução: No mês de abril, mais precisamente, em um sábado chamado de sábado de aleluia, em muitas cidades do interior do Brasil, onde o espírito de coletividade e os espaços de convivência são, ainda, preservados, inúmeras pessoas irão malhar o Judas, na prática de um costume popular trazido para a América Latina pelos colonizadores portugueses e espanhóis.

O artigo de hoje trata de Judas. Assim como os artigos anteriores, sobre “Homens e Mulheres da Bíblia”, este também esta dividido em duas partes. Na primeira, “o que diz a Bíblia sobre Judas”, vamos ver o que os evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e João escreveram sobre Judas. Na segunda parte, “as lições da vida de Judas”, veremos o que podemos aprender com o fracasso desse homem. Vamos, então, à primeira parte.

I – O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE JUDAS:

Judas, um dos homens mais repudiados e mais detestados da história, não seria o traidor que vendera Jesus a seus inimigos por algumas moedas de prata, mas o discípulo obediente e prestativo. De acordo com o manuscrito do fraudulento “Evangelho de Judas” – provavelmente, produzido no Egito, por volta do quarto século depois de Cristo, descoberto em 1970, com existência anunciada em 2004 e tradução concluída em 2006 –, quando Judas entregou Jesus às autoridades judaicas, estaria fazendo o que seu mestre pedira. Desse modo, Judas não seria um vilão e um traidor, mas, sim, um herói, que ajudou Jesus a cumprir a sua missão. Mas como evangelhos autênticos de Mateus, Marcos, Lucas e João descrevem Judas? Vejamos.

1) Judas no evangelho de Mateus:

Mateus narra que, dentre os capacitados e comissionados pelo Senhor, para serem enviados, prioritariamente, às ovelhas perdidas da casa de Israel, com a missão de anunciar, gratuitamente, o reino dos céus, estava Judas Iscariotes, que foi quem o traiu (Mt 10:4). Judas era um dos nomes mais belos da Bíblia. Vem de Judá, que significa louvado (no hebraico, yehudhâ). É daqui que vem a palavra judeu, que quer dizer: aquele que louva. O seu bom nome, porém, em nada o ajudou. Seu nome indicava o louvor, mas sua vida é lembrada pela traição. Quanto ao significado do sobrenome “Iscariotes”, inúmeras explicações são apresentadas pelos estudiosos, mas, de acordo com Gardner, a mais antiga e mais aceita, porém, é “homem de Queriote”, que pode ser uma cidade de Moabe (Jr 48 :24) ou da Judéia (Js 15 :25). Se este for o caso, Judas seria o único dos doze sem origem galiléia.

Outra alusão a Judas é feita por Mateus, no capítulo 26, versículos 14 -16 . Neste trecho, ele aparece negociando o preço da traição de Jesus com os principais sacerdotes. Dos quatro evangelistas, apenas Mateus indica o valor da traição, trinta moedas de prata. Não há como saber qual seria o valor dessas moedas, hoje. Na época do Antigo Testamento, se um boi de alguém chifrasse e matasse um escravo ou uma escrava, o proprietário do escravo receberia, como indenização, trinta moedas de prata (Êx 21:32).

Nos tempos do Novo Testamento, este era o valor pago a alguém que trabalhasse quatro meses. Judas vendeu o Mestre muito abaixo do preço de um escravo. Mateus faz menção a Judas, novamente, no capítulo 27, versículos 3-10. Tão logo Judas notou que Jesus seria mesmo morto, sentiu profundo remorso (Mt 27:3b), que, no grego, é metamellomai. Esta não é a palavra costumeira para indicar arrependimento para a salvação. Ela apenas expressa o desejo de que algo fosse desfeito. Judas tentou reparar a injustiça cometida:
'devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo sangue inocente' (Mt 27:3b-4a).
Os sacerdotes, todavia, não se sensibilizaram nem com a sua confissão do pecado, nem com a sua devolução do dinheiro. Eles simplesmente disseram:
'O que é que nós temos com isso? O problema é seu' (Mt 27:4b).
Diante disso, Judas, irado, atirou (Mt 27:5) – o verbo grego rhipto indica um gesto irado – as moedas da traição dentro do templo e partiu para se matar.

2) Judas no evangelho de Marcos:

O evangelho de Marcos, o mais breve, mais simples e mais antigo dos quatro evangelhos, afirma que Jesus chamou os que ele mesmo quis e vieram para junto dele. As razões do chamado são também explicadas. Em primeiro lugar, Jesus os chamou para “partilharem da presença”: para estarem com ele (Mc 3:14 a). Em segundo lugar, Jesus os nomeou para “partilharem do seu ministério”: para os enviar a pregar (Mc 3:14 b). A relação dos chamados desponta na seqüência. Judas é o último nome da lista, seguido da expressão que traiu Jesus (Mc 3:16 -19 ).

Nota-se que Judas teve a mesma oportunidade, a mesma proximidade e o mesmo treinamento que os demais. Assim como os demais, ele partilhou, também, da presença e do ministério de Jesus, que jamais o rejeitou e nunca o depreciou. Marcos volta a fazer menção de Judas, quando trata das cenas finais da vida de Jesus; mostra as várias reações do Senhor. Em primeiro lugar, aponta que as autoridades judaicas estudavam uma maneira de prender e matar Jesus, sem provocar tumultos e revoltas, pois a cidade estava repleta de peregrinos para as festividades (Mc 14 :1-2). Um dos doze discípulos procurou-os para entregar-lhes Jesus (Mc 14 :10). Por esta, eles não esperavam!

Naturalmente, eles, ouvindo-o, alegraram-se e lhe prometeram dinheiro (Mc 14 :11 a). Alegraram-se, não com a justiça e a verdade, mas com a injustiça e a mentira. A partir disso, Judas buscava, continuamente, um momento adequado para o entregar (Mc 14 :11 b). Ao cair da tarde, ao redor da mesa da páscoa, Jesus alertou aos doze: Em verdade vos digo que um dentre vós, o que come comigo, me trairá (Mc 14:18). Ele já havia dito que seria traído (9:31, 10:33), mas, agora, declarava, especificamente, que seria traído, não por um desconhecido, mas por um companheiro: é um dos doze, o que mete comigo a mão no prato (Mc 14:20). Por fim, Jesus ainda advertiu: ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido! (Mc 14:21). O que o Senhor disse, porém, não produziu em Judas nenhum tipo de quebrantamento e nenhum tipo de arrependimento. Ele levou o seu plano de traição avante (Mc 14:43-46).

3) Judas no evangelho de Lucas:

A primeira aparição de Judas, no evangelho de Lucas, ocorre no capítulo seis. Ali, temos o relato da escolha dos doze discípulos. Assim como por Mateus e Marcos, Judas é também o último a ser alistado por Lucas, que, igualmente, acrescenta ao nome do discípulo a expressão: que se tornou traidor (Lc 6:16). A narrativa que Lucas faz do chamado dos doze, porém, difere num aspecto: ele registra que, antes de escolher os discípulos, Jesus retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus (Lc 6:16). O fato de Jesus passar uma noite inteira em oração é extremamente relevante, pois “acentua a importância da direção de Deus na seleção dos Doze”.

A partir de que momento Judas procurou as autoridades judaicas para negociar a entrega de Jesus? Lucas registra que isso ocorreu após Satanás ter entrado nesse discípulo. Mateus e Marcos não mencionam essa influência satânica. Além disso, Lucas relata, de maneira diferente, a referência indireta que Jesus fez a Judas, durante a Última Ceia (Lc 22:21-23). A sua narrativa sobre a traição também é mais resumida (Lc 22:47 -48 ). Outra questão que chama à atenção, nos escritos de Lucas, é o seu modo de abordar a morte de Judas. Ele diz que este, precipitando-se, rompeu-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram (At 1:18 b).

Este relato da morte de Judas diferencia-se um pouco do de Mateus (27:3-9), mas ambos não se contradizem; antes, se complementam
Postos lado a lado, relatam o fim trágico de uma vida que tinha grande potencial. Possuído de remorso, Judas enforcou-se. Seu corpo ficou pendurado, rejeitado, até que, finalmente, a corda se rompeu ou ele se decompôs. Quando o seu corpo caiu, o seu abdômen arrebentou-se no solo rochoso do campo do oleiro. Um campo de barro era adquirido por um oleiro fabricante de vasos, que retirava o barro do campo para fazer os vasos. Quando um oleiro abandonava um campo, ele ficava basicamente inútil.
4) Judas no evangelho de João:

Dos quatro evangelhos, o de João é o que mais revela e destaca o caráter negativo de Judas. Em Jo 6:70, Jesus faz uma pergunta e uma declaração: Não vos escolhi eu em número de doze? Contudo, um de vós é diabo. Este último termo é de origem grega e significa acusador, difamador, caluniador. Jesus estava se referindo a Judas ( Jo 6:64 ,71 ). Outra descrição negativa do caráter Judas é encontrada na narrativa da unção de Jesus, feita por Maria ( Jo 12:1-8), quando ele contestou o ato desta mulher, observando que o perfume poderia ser vendido pelo equivalente ao salário de um ano de um trabalhador típico e dado aos pobres ( Jo 12:4). João se apressou em explicar a razão de Judas ter reagido daquela maneira: Isto disse ele, não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava ( Jo 12:6).

João mostra que Jesus, logo depois de praticar e ordenar a cerimônia da humildade, passa a falar do traidor, de modo cada vez mais claro (Jo 13:2,10,18). Ao ser perguntado sobre quem o haveria de trair, Cristo o indicou: É aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado. Tomou, pois, um pedaço de pão e, tendo-o molhado, deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes (Jo 13:26). João prossegue a narrativa, dizendo que, assim que Judas recebeu o pedaço de pão, Satanás entrou nele (Jo 13:27a). Diante disso, Jesus lhe disse: O que pretendes fazer, faze-o depressa (Jo 13:27b). E foi o queJudas fez: tendo recebido o bocado, saiu logo. E era noite (Jo 13:30). Ao concluir sua oração, Cristo foi com os onze para um jardim, lugar muito conhecido pelos discípulos. Para levar adiante o seu plano de traição, João relata que tendo, pois, Judas recebido a escolta e, dos principais sacerdotes e dos fariseus, alguns guardas, chegou a este lugar com lanternas, tochas e armas. A seguir, João, diferentemente de Mateus, Marcos e Lucas, enfatiza a firmeza e a prontidão de Jesus em ser levado, que tornou inútil a traição de Judas ( Jo 18 :3). Sendo assim, Jesus não foi preso por aqueles soldados e policiais treinados em perseguir e aprisionar criminosos perigosos, mas se identificou e se entregou, para que o prendessem e o manietassem ( Jo 18 :12).
Judas vinha se conduzindo bem. Seu porte era firme. Ele não tinha o que esconder, nem o de que se envergonhar. Graças ao poder de Jesus, expelia demônios, sarava enfermos, realizava milagres, pregava o evangelho. Mas, pouco a pouco, foi se tornando horrível e perigoso. Tudo ocorreu por causa de um descuido de sua parte. Por causa de uma vontade não sufocada, de uma desobediência seguida de outra, também seguida de outra desobediência. Judas abriu as comportas da carne, o seu inimigo do lado de dentro, que abriu portas para os seus inimigos do lado de fora, o mundo e o diabo.
O mal, então, foi se agravando, sendo que Judas foi descendo cada vez mais, foi acumulando pecado, foi se distanciando demais de Jesus. Ele escolheu andar na teimosia do seu coração, apesar de Jesus o ter advertido várias vezes. Judas não pôs um basta à sua loucura, à sua rebeldia, à sua volúpia. Apesar das muitas loucuras, das muitas fraquezas, das muitas tentações, das muitas maldades, dos muitos perigos, das muitas oposições, os outros onze sobreviveram espiritualmente. O mesmo, porém, não se pode dizer de Judas. Ele foi engolido por um fracasso sem retorno e sem salvação. Enfim, Judas perdeu Jesus para sempre.

II – LIÇÕES DA VIDA DE JUDAS:

Não pode haver sobrevivência espiritual, se não houver vitória sobre os impulsos da carne.

Porque não venceu os impulsos da carne, Judas não sobreviveu espiritualmente! Ele não quis dizer não aos desejos inferiores e interiores que procedem do coração e contaminam a pessoa, sua conduta e o seu caráter (Mc 7:20-23). Se você não quer acabar como Judas, viva o tempo todo em “atitude de atenção” e em “atitude de oração”, pois, como disse Jesus, o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca (Mt 26:41 ). Estar em “atitude de atenção” é vigiar, estar de sobreaviso, estar alerta, estar prevenido. Estar em “atitude de oração” é abrir o coração diante de Deus para suplicar sua presença, sua intervenção, sua graça, sua força. Ambas atitudes são recursos necessários e extraordinários para a obtenção da vitória sobre os impulsos carnais.

Não pode haver sobrevivência espiritual, se não houver vitória sobre as atuações do diabo.

Porque não venceu as atuações do diabo, Judas não sobreviveu espiritualmente! Os evangelhos de Mateus e Marcos mostram, de modo muito claro, Jesus dando poder a Judas para expelir e expulsar espíritos malignos. Ele não tinha somente o poder de Jesus, mas tinha também o Jesus do poder, o vencedor de tentações satânicas. Mas Judas não utilizou o poder de Jesus, nem procurou o Jesus do poder para superar as perigosas artimanhas e as insistentes insinuações satânicas. Por esta razão, Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes, que era um dos doze discípulos (Lc 22:3), pondo na cabeça dele a idéia de trair Jesus ( Jo 13:2 – NTLH). Nós, porém, não precisamos reagir como Judas, diante do tentador ( Jo 13:27). Pela fé no poder de Jesus (I Pe 5:9; Tg 4:7), que reina acima de todo poder de natureza humana ou espiritual, podemos resistir, com firmeza (Ef 6:10-18 ), à pessoa e à atuação de Satanás.

3. Não pode haver sobrevivência espiritual, se não houver vitória sobre os valores do mundo.

Porque não venceu as valores do mundo, Judas não sobreviveu espiritualmente. O mundo onde Judas nasceu viveu e morreu era habitado por líderes religiosos avarentos (Lc 16 :14 ; Mt 23:14 ). Essa cultura religiosa mundana seduziu-o a tal ponto que ele se tornou ladrão e traidor. Se queremos sobreviver espiritualmente, ouçamos o alerta do Senhor Jesus: cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. Esta advertência é encontra, freqüentemente, nas Escrituras Sagradas (Mc 7:22; Rm 1:29; I Co 5:10-11 , 6:9-11 ; Ef 5:3,5; Cl 3:5; I Tt 6:10; II Pe 2:14 ). Não olhe para o valores e as glórias deste mundo, pois passam se perdem. Olhe para o reino de Deus, cuja gloria é eterna! Siga o conselho da palavra de Deus, que diz:
Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei (Hb 13:5).
CONCLUSÃO:

A Bíblia lembra que, quando Jesus subiu às alturas, levou cativo o cativeiro (Ef 4:4). Se ele levou cativo o cativeiro, você está verdadeiramente livre. Sendo assim, você não é obrigado a andar segundo o curso deste mundo, segundo as inclinações naturais da carne e segundo o príncipe da potestade do ar. Em obediência à vontade do nosso Deus e Pai, Cristo se entregou para ser morto a fim (...) de nos livrar deste mundo mau (Gl 1:4 – NTLH).

Sabemos que a nossa velha natureza pecadora já foi morta com Cristo na cruz a fim de que o nosso eu pecador fosse morto, e assim não sejamos mais escravos do pecado (Rm 6:6, NTLH). Foi na cruz que Cristo se livrou do poder dos governos e das autoridades espirituais. Ele humilhou esses poderes publicamente, levando-os prisioneiros no seu desfile de vitória (Cl 2:15 – NTLH).

Portanto, por meio daquele que nos amou, podemos ser mais que vencedores sobre os impulsos da carne, as atuações malignas e os valores mundanos! Cristo é o segredo da sobrevivência espiritual.

Medite nisto.

Que Deus nos abençoe e guarde!

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Fonte: Texto de autoria do Pastor Genilson Soares da Silva adaptado por PC@maral para ilustrar a série 'Homens de Mulheres da Bíblia - O exemplo dado por eles'
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Como livrei-me da depressão

Como livrei-me da depressão: "

Conselhos para quem anda deprimido


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João Cruzué

Quando você passa por problemas difíceis por um longo tempo, se não tomar alguns cuidados pode entrar em um 'corredor da morte'. Em algumas de minhas mensagens fiz referências aos 11 anos em que estive desempregado. Sei de outras pessoas que passaram e estão passando por graves problemas financeiros, de saúde, familiares, sentimentais... Pode ser que você, agora mesmo, esteja bem no meio do olho de um furacão, e seria muito egoísmo de minha parte não deixar de falar algumas palavras das atitudes que tomei para enfrentar aqueles difíceis anos de depressão e como Jesus me deu vitória, curando meu quebrantamento.

Durante a depressão aquilo que você pensa é o que determina a qualidade do seu dia. Como, de fato eu não sei, mas 'alguém' pode usar sua mente como depósito de pensamentos ruins. Você não se dá conta e acha que todo pensamento é seu. Mas pode não ser. Lembro-me de algumas vezes quando saía de casa para caminhar e orar um pouco (gosto de orar caminhando) pelas Ruas de São Paulo. Algumas vezes, estava com uma tristeza tão imensa, como se um pesado fardo estivesse em minhas costas. Pela graça de Deus, eu detinha meus pensamentos, mesmo sem experiência ainda, eu dizia para mim mesmo: 'Jesus, o Senhor há de me tirar dessa' eu vou voltar a trabalhar de vou ser feliz de novo. Poucos minutos depois, não é que eu começava a me alegrar, meu humor se transformava, e assim vencia a provação do dia. É uma luta constante, de todo dia.

Quando você põe um vigia à porta da sua mente, para observar seus próprios pensamentos, você pode atacar uma das fontes do problema que é maligna. Na Bíblia, a mente é também chamada de coração. No livro de Provérbios diz: ' Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração porque dele procede as saídas da vida.'

Uma coisa, muito importante, que você deve saber: há muitas pessoas que estão passando pelo mesmo problema que você, e até bem maiores, portanto não está sozinha(o) nisso. Como dizia, antes, é importante vigiar os próprios pensamentos; quem sabe a origem da sua depressão é apenas um montinho de areia da praia. Se você olhar para seu cotidiano pode descobrir seu exato tamanho. Também pode ser um 'Pico da Bandeira', ou pior, um 'Everest'.

'Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.' Está na Carta de Tiago, 4:7. Uma forma de sujeição a Deus é orar todo dia. Quando orava eu conseguia mudar meu coração. A tristeza vai saindo com a escuridão da noite, quando vem a manhã. Orar, aqui, não se trata de repetir 'Pai Nossos', estou falando de um conversa sincera com Deus. Como um namoro. Só a oração pode fazer o milagre de mudar nos nossos sentimentos, pois, quando você ora, traz a presença de Deus para perto e afugenta os pensamentos da presença maligna.

Certa vez, recebi a carta de um irmão na fé, presidiário, contando sobre seus dias no 'Piranhão' de Taubaté. Depois de ter cometido um crime horrível, ele foi posto lá. Todo dia acordava com uma enorme dor de cabeça e um pensamento que não mudava como uma voz insistente que dizia' Você já fez isso e aquilo, envergonhou seus pais, seus vizinhos; seus amigos não gostam mais de você, então você de fato não presta e não deve mais viver. Por que não se mata? Era todo dia a mesma pressão. De vez em quando ele punha um lençol no pescoço, subia em uma cadeira, amarrava o lençol em algum lugar alto, e quando dava por si, estava a um passo do suicídio. Ele dizia que nos piores momentos, antes de tentar se matar, ele se lembrava dos tempos de criança, dos momentos que passeava com seu pai indo à feira. Isso foi antes da sua conversão.

Há um sábio provérbio que diz 'mente vazia é oficina do diabo'. A oração muda o foco do seu pensamento. Mas tem outra coisa tão boa quanto. Tiago disse 'sujeitai-vos a Deus'. Sujeitar-se não é apenas orar. A oração leva você até a presença de Deus ou faz você senti-la. Deus pode nos orientar sobre o que devemos fazer enquanto a depressão não se vai.

'E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus'.Romanos 12:2. É uma seqüência de degraus para cima: boa, agradável e perfeita. Nos últimos anos de provações, 2001 a 2003, o Senhor orientou-me quanto ao que fazer para realizar Sua vontade. O carteiro veio e colocou uma carta de um preso no meu portão. Por que eu sabia que aquilo era da parte de Deus? Porque o destinatário da carta tinha os dizeres de um carimbo para folhetos que eu havia perdido há seis anos. Imagine você recebendo a resposta de uma coisa feita seis anos atrás? A probabilidade é muito pequena, não acha?

'Lança o teu pão sobre as águas, pois, depois de muitos dias o acharás' Ao manusear e entender o conteúdo daquela carta, o Espírito Santo, naquele momento, lembrou-me esse versículo acima de 11 de Eclesiastes. É por isso que afirmo: nossos pensamentos podem ter três fontes diferentes: a nossa, a maligna e a divina. E foi seguindo a voz do Espírito que por dois anos e meio nos ocupamos com um dos melhores trabalhos que Deus nos orientou a fazer, que era de recolher literatura cristã usada, e pelo correio, entregá-la em caixas para grupos de cristãos dentro de penitenciárias do interior paulista.

Para não ir tão longe, nos tempos que andei deprimido por vários fatores, sendo o maior um desemprego de 11 anos, a receita que segui e que me tirou do corredor da morte ou do fundo do poço foi: a vigilância dos meus pensamentos, a oração constante e solitária enquanto caminhava por ruas e estradas tranqüilas e por fim executando um trabalho social e cristão que era de escrever cartas de aconselhamento cristão para presos e coletar revistas usadas de Escola Dominical e Bíblias para mandar para as Igrejas do cárcere, pelo correio. Uma madrugada orei e pus no papel um plano: estabeleci que em dois anos conheceria lideranças cristãs em 50 penitenciárias paulistas e enviaria uma tonelada de literatura.

Enquanto coletava literatura usada, e escrevia 'cartas sociais', conheci por cartas presos cristãos em 48 presídios. Recebi mais de 500 cartas de lá em uma caixa de papelão; contribuimos com literatura para 29 penitenciarias. Esta ocupação trazia-me um senso de utilidade enquanto tirava o foco dos meus problemas. Foi assim que o Senhor nos deu uma oportunidade para melhorar nossa auto-estima.

Vigiar os pensamentos, orar todo dia, de preferência caminhando, aliando o exercício físico à oração, ocupando-se com algum trabalho cristão enquanto seus dias de vitórias se aproximam, e depois, testemunhando para a Glória de Deus como estou fazendo.

Ao lado do Correio aonde postava as cartas para o cárcere, tem um grande Hospital. E mesmo com 48 anos de idade, Deus deu um basta no desemprego e provação financeira ao enviar alguém em minha casa, para dizer que aquele Hospital estava precisando de um contador temporário. Depois por concurso fiquei efetivo. O Senhor preparou aquela oportunidade para dar em minhas mãos o melhor emprego que jamais tive.

Apesar de ter trabalhado em quase todos os ramos de contabilidade, de contabilidade pública eu não entendia nada. É a mais complicada. Mas como foi o Senhor quem abriu a porta, tive a oportunidade de aprender praticando - a melhor forma de aprendizagem para meu caso.

Eu sei que Deus pode permitir que passemos por lutas de todos os tipos e tamanhos, crises e depressão. Mas não vamos passar sozinhos. O importante é que Ele o(a) encontre ocupado(a). Mexa-se!

'Mas graças a Deus, que nos dá a vitória, por Nosso Senhor Jesus Cristo'


cruzue@gmail.com


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